Minha alma escorre como em um rio de palavras. Sou uma metáfora que ressoa como um gemido de uma Fênix em pedaços. Há uma chama que consome minha imagem, meu reflexo e meu aroma. Estou perdido, sem memória possivel, desaparecido e pulsando. Não há mais sóis nem templos de ilusão. Existo como um EU, que se reconstroi entre cacos e silêncio.
Sexta-feira, Junho 30, 2006
Homage to Newton (front), Salvador Dalí (1980).
ESTETOSCÓPIO
já não sou sombra, ferrolho avalanche
pelos estados embrionários das palavras
meto meus punhos na noite parede
e corro precipício nos milímetros do caos
atravessando a noite fome de desejos
vago meus astros lume turvo, clarabóia
e serro as pálpebras na morte súbita
de um suspiro mudo, corpo retorcido
jangada-folha, água sangue deste rio
onde homens esquecem seus dias e sorriem
na imprecisão das luzes, no lapso clown
no colapso fictício de fantasias e amores
subo nas veias coronárias, nas correntes
de sílabas míticas em transe e solavanco
desfazendo meus sonhos, afogando sexos
nas fendas mornas de um lábio olhar azul.
(L. F. Calaça | 26/06/2006)
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Homage to Newton, Salvador Dalí (1980).
CORPOREIDADE
Meu momento agora, cada instante
corpo-imagem transbordando bocas
em feixes dilacerados de olhares
lábios e línguas, reflexos e toque.
Mímica do ato-fato, artefato pagão
a arte de ser corpo e cera, e barro...
repartido em mil pedaços pleonasmos
minha voz verborrágica, gozo e fluxo.
Tenho na derme a sede dos beatos
volúvel estado de transe e purificação
no atrito convulso de meu corpo
à imaterialidade de sua idéia-delírio.
Me perco escada abaixo, ciclo interrompido
decaindo meu desejo em orgasmos enlaçados.
Sou meus ossos arrastando nuvens-correntes,
sem asas, anjo-homem, falta e finitude.
(L. F. Calaça | 26/06/2006)
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Quarta-feira, Junho 28, 2006
Sou eu mesmo, sozinho, com meus fantasmas atiradores de flechas.
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Terça-feira, Junho 27, 2006
Todos os anos realiza-se a Reunião Anual de Psicologia, principal evento da área no Brasil. Conta com Conferências, Simpósios, Mesas-Redondas, Cursos, Painéis de Pesquisas, Sessões Coordenadas, Painéis Permanentes, Encontros e Reuniões, Lançamentos de Livros e Exposições. Os associados, em dia com a anuidade, ganham desconto na inscrição das Reuniões Anuais de Psicologia.
Nos dias 25 a 28 de outubro de 2006 a Sociedade Brasileira de Psicologia realizará a XXXVI Reunião Anual de Psicologia em Salvador, no Campus da Universidade Federal da Bahia.
As inscrições para participação na XXXVI Reunião Anual de Psicologia da SBP poderão ser feitas a partir de 12 de Junho de 2006.
As propostas de atividades para apreciação e resumos devem ser elaborados de acordo com as normas descritas no site. Propostas incompletas ou em formato diferente das normas não serão analisadas. O prazo final para o envio das propostas é até 10 de julho de 2006.
Taxas de Inscrição para a XXXVI Reunião Anual de Psicologia:
Associados quites em 2006
Até 20/06/2006
Estudantes (graduação): R$ 50,00
Profissional (graduado): R$ 110,00
Até 20/09/2006
Estudantes (graduação): R$ 60,00
Profissional (graduado):R$ 120,00
No Evento
Estudantes (graduação):R$ 70,00
Profissional (graduado):R$ 140,00
Não Associados
Até 20/06/2006
Estudantes (graduação): R$ 120,00
Profissional (graduado): R$ 230,00
Até 20/09/2006
Estudantes (graduação): R$ 130,00
Profissional (graduado): R$ 240,00
No Evento
Estudantes (graduação): R$ 140,00
Profissional (graduado): R$ 260,00
Atividades e Normas para Propostas
Simpósios e Mesas Redondas
Os simpósios serão compostos de três participantes, de duas ou mais instituições diferentes, com 20 minutos de apresentação cada, seguida de debate. Os participantes apresentam contribuições complementares e relevantes para a Psicologia sobre um mesmo tema. Um dos participantes deverá ser indicado coordenador. Estas atividades devem ser em nível avançado (todos os seus participantes deverão ter o título de doutor ou reconhecimento nacional por relevantes atividades na área). A divulgação dos conhecimentos derivados de uma pesquisa isolada não se enquadra nessa modalidade e deve ser proposta como ¿comunicação de pesquisa¿ (em sessão coordenada ou sessão de painéis).
As mesas redondas terão o mesmo número de participantes e as mesmas exigências feitas para os simpósios (instituições, titulação e tempo de apresentação). Os participantes apresentam pontos de vista diferentes ou mesmo divergentes sobre um mesmo tema, polêmico e relevante para a Psicologia, promovendo-se um debate entre os componentes da mesa e a platéia. Um dos participantes deverá ser indicado moderador.
Conferências
Conferencistas serão convidados pela Diretoria e também poderão ser propostos por grupos de pesquisa ou individualmente. Deverão ser reconhecidamente capacitados para discorrer sobre o tema, que deverá ser de relevância no Brasil. O tempo previsto para cada conferência será de uma hora.
Cursos
Os cursos terão a duração, em média, de 7 horas-aula distribuídas em quatro dias. O nível dos cursos poderá ser introdutório ou avançado. O proponente poderá sugerir o número de vagas ou solicitar outras condições em função do método que utiliza. O docente deverá ter título de doutor.
Sessões Coordenadas
As sessões coordenadas têm como objetivo a apresentação de relatos de pesquisa sobre um mesmo tema, desenvolvidos por grupos ou pesquisadores distintos, preferencialmente provenientes de instituições diferentes. A duração das sessões será de 2 horas e vinte minutos, com a participação de no mínimo quatro a no máximo seis expositores. O proponente deverá convidar os demais participantes e enviar todos os trabalhos e inscrições em conjunto. Os resumos serão apreciados separadamente.
Painéis
Os painéis são trabalhos gráficos sobre relatos de pesquisas ou ações/intervenções nas diversas áreas da Psicologia. Eles deverão apresentar uma síntese da pesquisa ou da intervenção contendo: título, autores, filiação, introdução, método, resultados, discussão e referências bibliográficas (seguindo as normas da APA). Com qualidade estética e atrativa aos participantes, no tamanho de 80 centímetros de largura e 1 metro de comprimento, cada painel precisa facilitar a visualização das informações, maximizando figuras, esquemas, tabelas e as letras devem ser impressas em tamanho que se possa ler a 2 metros de distância. Eles serão apresentados em duas etapas. Numa primeira etapa, serão expostos em uma área designada, em suportes apropriados. Numa segunda etapa, sob a coordenação de um debatedor, no próprio local da exposição visual dos painéis, e em horário indicado no Programa da Reunião, os autores terão seis minutos para realizarem a comunicação oral de seus trabalhos.
OUTRAS ATIVIDADES
Painéis Permanentes
A exposição de Painéis Permanentes durante todos os dias de atividades da XXXVI Reunião Anual de Psicologia visa a divulgação de periódicos e associações científicas; cursos de graduação e pós-graduação; laboratórios, centros e núcleos de pesquisa; de Psicologia.
Encontros e Reuniões
Poderão ser programados locais para encontros, reuniões de grupos de trabalho, membros de sociedades científicas, editores de revistas e outros. Estas atividades serão anunciadas no Programa e os proponentes devem encarregar-se de convidar os participantes, que deverão inscrever-se no evento.
Lançamento de Livros
Os autores poderão solicitar espaço para lançamento de seus livros e outras publicações científicas ou técnicas. A Comissão Organizadora destinará um local apropriado e a atividade constará no Programa.
Exposição e Vendas
Haverá espaço para a comercialização de livros e periódicos pelas editoras e para exposição de produtos e serviços especializados de interesse científico. Para estas atividades o uso do espaço será possível mediante pagamento de taxas diferenciadas, conforme a atividade e o espaço disponibilizado.
Normas para Preparação de Resumos
Forma:
1. O resumo deve conter entre 400 e 500 palavras e ser preparado no editor de texto Word for Windows 6.0 ou 7.0, justificado, usando a fonte Times New Roman, tamanho 12, com espaço simples entre linhas.
2. O título do resumo deve vir em letras maiúsculas e negrito. Na mesma linha, em itálico, seguem os nomes dos autores por extenso e, entre parênteses, o departamento ou laboratório (opcional), instituição, cidade e estado. Usar siglas somente para o estado. Os alunos de graduação devem ser identificados com um asterisco e os de pós-graduação com dois asteriscos. O nome do expositor deve vir sublinhado. O apoio financeiro e/ou bolsas deve ser mencionado logo abaixo do resumo. Na próxima linha indicar três palavras-chave que identifiquem o trabalho e, duas linhas abaixo, incluir o código da área da pesquisa ou intervenção, conforme a classificação adotada pela SBP.
3. O texto deve ser contínuo, sem parágrafos, sub-títulos, referências bibliográficas, tabelas, nem figuras.
Conteúdo:
Os resumos devem apresentar claramente os objetivos do trabalho, sem indicação de referências, incluindo-se os aspectos mais relevantes da literatura na área. O material e métodos devem ser descritos, envolvendo sujeitos, equipamentos, técnicas e outras estratégias utilizadas. A descrição dos resultados deve conter a síntese do que foi obtido e, se for o caso, explicitar as medidas e os resultados de provas estatísticas aplicadas. A conclusão deve estar baseada nos dados apresentados, sendo conveniente que sejam feitas referências aos objetivos ou hipóteses anteriormente descritas.
Qualidade:
Deve referir-se a um trabalho concluído e contribuir para o conhecimento na área. A ortografia deve estar correta para publicação no livro de Resumos.
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Sábado, Junho 24, 2006
GESTALT
Meu corpo está pesado.
Minha respiração... ritmo constante, mas sem ar, nos pulmões.
Meus olhos, parados olhando uma tela, sem vida.
Meus dedos, ainda imóveis, se esforçam pra escrever essas palavras.
Minhas costas se curvam sobre si mesmas.
Minha cabeça pende um pouco para o lado, e meus lábios se afinam um contra o outro, tensos.
Minhas entranhas se reviram silenciosas, às vezes despendidas, às vezes dando sinais de uma dor imprecisa.
Meu braço está sustentado pela mesa.
Minhas partes todas sou eu, um inteiro em crise, uma crise inteira, guerra contra mim.
Sou meu corpo em guerra contra meu corpo sozinho, lutando contra as partes que desejam. Só desejam...
Sou meu corpo e esse pensamento apêndice que volta-se sobre mim.
Sou meu corpo que sozinho não sustenta seu próprio estado de finitude.
Aqui e agora, nesse estar perdido em mim mesmo.
(L. F. Calaça | 24/06/2006)
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Sexta-feira, Junho 23, 2006
TECITURA ENCARNADA
Não quero se, pois, ou coisa alguma.
Já me basta estes inúmeros condicionais e explicações inúteis.
Devorarei meus signos em chamas flamejantes, trotando cavalos bravos no campo mortalha.
Desossarei seus mortos prantos cristalinos, e gritarei louco, nú e humano,
o desespero impensado dos amantes dionisíacos
delirando transe, torpor e tumúlto.
Nada quero com essa palavras moles de timidez reticências,
além da possibilidade transformada em ato, sangue e gemido frenético
de um abrir e fechar de olhos, bocas e pernas - minha materialidade ardente e transcedental -
no enlace de um momento eterno, em que sou duplamente homem
e duplamente simbiose de um outro eu-mim e complemento.
Nada quero mais dessa falta de ti, desse silêncio vago imaturo.
Sou tão verde quanto pastagens alagadas, terra em trânsito e ciclo, guerra e gozo
numa torrente de realidade ilusória, mas sensível aos poros, às terminações dolorosas da pele,
agarrando espinhos, lanças, navalhas e falos milenares
de um corpo único, universalmente fêmea.
Nada quero além de um enlace entre meu eu espírito encarnado
e o seu mistério, meu delírio ilógico, meu logarítmo dízima, minha explosão arrítmica
de peito, derme e pêlos, em vertigem, pulsão de átrios.
Colerizando ruas e veredas repartidas
dilacerando o corpo-esporro lunar.
(L. F. Calaça | 23/06/2006)
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Quinta-feira, Junho 22, 2006
O FIM
Estou vazio como esta cidade que se recolhe. Gritos e estrondos, trânsito de imagens desertas sobrepostas. Meus dedos nesse teclado negro, nessa ausência de toque real. As linhas salientes de minhas veias artérias e ligamentos. Minhas palavras pensadas e perdidas como um instânte qualquer sem solução. Minha carta desfeita, não escrita, não pensada. Meu desejo de finitude imprensada contra a realidade amorfa de um sonho. Nada posso querer além dessa existência lenta e sem contornos, tendo eu que me acostumar com tudo e nada. Tudo e nada. Tudo... Nada... E sinto o sangue escorrendo da mão erguida num último grito e as lágrimas se perderem sólidos como calculos renais. Solidas como o que me trás pra terra imóvel de meus passos temerários. Mas não temo coisa algum, senão minha solidão final e persistente, meu encontro que nunca chega com meu duplo perfeito e impossível. Já me vejo cansado de amar um amor perdido de um prazer de estar, aqui ainda, no mundo de formas táteis. Meu amor já não é mais coisa alguma, senão um automatismo que sei e vejo desmontando, de tanto cansaço e tanta espera. Pra se sentir é necessário que o corpo vibre, mesmo que numa vibração mínima e imperceptível, de um toque de dois fios de cabelo. Nem isso tenho pra mim, e o contato comigo mesmo não basta. Estou cansado de ser só, de sentir só, de sentar-me só numa cadeira vazia, olhando os muros, os homens, as lamentações de um dia perdido novamente. Escrevo como se fosse último, como se fosse o tempo máximo permitido para minha sanidade. Não nego a verdade dessa impressão. Morro a cada instante em que me distancio, em que me dissolvo e não encontro o aconchego de outro eu. Estou perdido nessa identidade anônima, nesse fluxo inerte, nesse ser um tipo "introspectivo, sentimento, sensação". Estalo meus dedos e espreguiço meu corpo já encurvado. Olhar triste. Corpo triste e deformado. Sou meu ruído emudecido. Estou cansado e cambiante. Amar é uma ilusão que me consome, poeta de mil sonhos acabados no escuro. Falo como um romântico piegas, como um filho sem seio. Sim! Não tenho aonde sustentar minha carência de afago. Me dobro em mim mesmo e arrasto meus beijos pelas ruínas de cal e lenha retorcida. Me agarro num suicídio imóvel fadado à vida sonâmbula.
(L. F. Calaça | 22/06/2006)
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Quarta-feira, Junho 21, 2006
PARAPEITO
Enquanto o peito transborda
e quando a noite desfaz
arrasto meus cacos partidos
meu corpo trânsito lento
repartido imagens anacrônicas
de quando fui e sou presságio
entre as chamas e a miragem
agarrando os feixes de luz
devorando meus próprios coágulos
desejando um peito inteiro
amanhecendo sem tempo ou espaço
trânsito de mil cabeças doloridas
sou minha retina explanatória
sou corrente atravessando a pele
presa como escravo de um sentir
enquanto reparto meus segundos
e transformo desejo em espera
e transponho teu corpo no meu
dolorido por falta e excesso
de amar e pulsar paralítico
como homem sem cordas vocais
ou imagem olhada no espelho.
(L. F. Calaça | 21/06/2006)
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C. D. A.
NECROLÓGIO DOS DESILUDIDOS DO AMOR
(Carlos Drummond de Andrade)
Os desiludidos do amor
estão desfechando tiros no peito.
Do meu quarto ouço a fuzilaria.
As amadas torcem-se de gozo.
Oh quanta matéria para os jornais.
Desiludidos mas fotografados,
escreveram cartas explicativas,
tomaram todas as providências
para o remorso das amadas.
Pum pum pum adeus, enjoada.
Eu vou, tu ficas, mas nos veremos
seja no claro céu ou turvo inferno.
Os médicos estão fazendo a autópsia
dos desiludidos que se mataram.
Que grandes corações eles possuíam.
Vísceras imensas, tripas sentimentais
e um estômago cheio de poesia.
Agora vamos para o cemitério
levar os corpos dos desiludidos
encaixotados competentemente
(paixões de primeira e segunda classe).
Os desiludidos seguem iludidos,
sem coração, sem tripas, sem amor.
Única fortuna, os seus dentes de ouro
não servirão de lastro financeiro
e cobertos de terra perderão o brilho
enquanto as amadas dançarão um samba
bravo, violento, sobre a tumba deles.
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Segunda-feira, Junho 19, 2006
Enquanto isso, meu coração dorme. (...)
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Domingo, Junho 18, 2006
Detalhe do monumento do Largo 2 de Julho - Praça do Campo Grande - Salavador-BA
ENCONTRO
às deusas de pedra Praça do Campo Grande
quero apenas uma vez
olhar seus olhos sem esquivo
tocar suas mãos, seus dedos extensão dos meus
abraçar seu corpo, minha réplica, minha imagem
afogar-me em sua retina, abismo negro
e beijar seus lábios pura carne
quero apenas uma vez
e apenas nisso contentar minha angústia
para me perder ou me encontrar de novo
junto à lembrança de você - meu corpo espírito
desdobramento de mil partes minhas
e sentir seu sangue suor em mim
quero apenas uma vez
estar num encontro quase cósmico
de duas poeiras, dois átomos
em dança acrobática no tempo
em que fundo energias nucleares
numa explosão recomeço de tudo.
(L. F. Calaça | 18/06/2006)
Detalhe do monumento do Largo 2 de Julho - Praça do Campo Grande - Salavador-BA
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 5:03 PM Comments:
PRESSÁGIO
escrevo minha rotina, canção permutada
sem saida como rato cego sem bengala
nestes dias parabólica em curto-circuito
adentrando a suada saudade sem corpo
e aquele sentimento, meu apenas, não sei
se ainda ramifica como praga trepadeira
ou se perece no beijo adocicado de ilusão
onde transbordam ruínas e chagas de vidro
escondo-me na falsa ilusão de tempo vago
querendo ser apenas um agora explodindo
meus mistérios são minímas escolhas duras
de meus olhos pedras quicando no chão opaco
e reviro meus ossos na cama acimentada, solo
onde despejo convulsivas noites cinza solitária
desconfigurando faces, menino incendiário,
desfazendo nós ou aprisionando minhas almas.
(L. F. Calaça | 18/06/2006)
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 5:03 PM Comments:
...
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 5:02 PM Comments:
EQÜINIDADE
A solidão, essa matéria persistente
sopra em meus ouvidos um gemido mudo
que me diz ausência, corpo vazio triste
que se cansa de esperar um abraço-beijo
que jamais chega, e se perde no ocaso.
Solidão é meu amor-miragem, corpo frio
de beleza pálida pedra, escultura imóvel
e meus silêncios são falas convulsivas
desejando sua voz perdida em maré aquário.
E brinco de sonhar, mesmo entre cinzas.
(L. F. Calaça | 11/06/2006)
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 4:53 PM Comments:
Quinta-feira, Junho 15, 2006
Eurythmics
SWEET DREAMS
Eurythmics
Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused
Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused
I wanna use you and abuse you
I wanna know what's inside you
(Whispering) Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Hold your head up, movin' on
Keep your head up, movin' on
Movin' on!
Sweet dreams are made of this
Who am I to disagree?
Travel the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get used by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused
I'm gonna use you and abuse you
I'm gonna know what's inside
Gonna use you and abuse you
I'm gonna know what's inside you
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 4:57 PM Comments:
Estou sem inspiração. Um dia eu reapareço deixando minhas marcas já cansadas de poesia-siblimação.
Caminho arrastando minhas correntes, pela cidade invisível, corpo invisível, carne-átomo.
L. F. Calaça
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 2:02 PM Comments:
Segunda-feira, Junho 05, 2006
I Encontro Regional/Nordeste de Filosofia e Psicanálise
07, 08 e 09 de junho de 2006
Comissão Organizadora:
Adriano Correia - UFBA
Caroline Vasconcelos Ribeiro - UESB/UNICAMP
Eder Soares Santos - UNICAMP
João José R. L. de Almeida - UNIOEST
Luis Sergio de Souza - UFBA
Sergio Augusto Franco Fernandes - UNICAMP
Suely Aires Pontes - UNICAMP
PROGRAMAÇÃO
07/06 - Quarta-feira
19h - Abertura:
Prof. Dr. João Carlos Salles (UFBA) - Presidente da ANPOF
Prof. Ms. Sergio Augusto Franco Fernandes - Representante Regional/BA do GT Filosofia e Psicanálise (doutorando UNICAMP)
Conferências:
Prof. Dr. Richard Theisen Simanke (UFSCar) - A ficção como teoria: revisando a inspiração surrrealista de Lacan.
Psicanalista Urania Tourinho Peres (Colégio de Psicanálise da Bahia) - Um estudo sobre a sublimação: Dalí, Duchamp e Beuys.
08/06 - Quinta-feira
08:30 h - Conferência:
Psicanalista Marcus do Rio Teixeira (Ágalma) - O saber, o conceito e o discurso psicanalítico.
09:30 h - Intervalo
10:00 h - Sessão de Comunicações
Carlota Ibertis (UNICAMP) - Temporalidade psíquica nos inícios da teoria freudiana.
Eder Soares Santos (UNICAMP) - Psicanálise freudiana e a ciência do fenômeno psíquico.
Sergio Augusto Franco Fernandes (UNICAMP) - Alguns aspectos relacionados ao conceito freudiano de prazer e seu mecanismo psíquico.
Fátima Caropreso (UFSCar) - O inconsciente psíquico na metapsicologia freudiana: desenvolvimento e articulações conceituais.
12:00 h - Conferência:
Prof. Dr. Leopoldo Fulgêncio (PUC-SP) - Freud e a ficção teórica do aparelho psíquico.
13:00 h - Almoço
15:00 h - Sessão de Comunicações
Taiane Mara De Filippo (UFBA) - Por quê lemos Freud: uma possibilidade de entender o convite do retorno a Freud.
Suely Aires Pontes (UNICAMP) - O Sujeito Lacaniano: movimentos conceituais.
Cláudia Mascarenhas Fernandes (USP) - A Natureza Infantil: uma suspeita determinante.
Luiz Sergio Santos Souza (UFBA) - Um paradigma para Freud.
17:00 h - Intervalo
17:30 h - Conferência:
Psicanalista Carlos Pinto Corrêa (Círculo Psicanalítico da Bahia) - O trágico e a tragédia: vinculação e escolha.
18:30 h - Lançamento de livros e revistas
09/06 - Sexta-feira
8:30 h - Conferência:
Psicanalista Aurélio Souza (Espaço Moebius) - A filosofia é uma torção da psicanálise.
09:30 h - Intervalo
10:00 h - Sessão de Comunicações
Adriana Delbó (FBB) - A crítica à cultura no Édipo nietzscheano.
André Itaparica (UFRB) - Freud, Schopenhauer e a recusa da realidade.
Caroline Vasconcelos Ribeiro (UESB/UNICAMP) - A crítica de Heidegger a Freud: quando o acesso mais originário à realidade não requisita representação.
Janaína Ismênia (UFRN) - A visão de Foucault sobre a constituição do si mesmo.
12:00 h - Conferência:
Prof. Dr. Zeljko Loparic (PUC-SP/UNICAMP) - Winnicott e Lacan.
13:00 h - Encerramento:
Prof. Dr. João Carlos Salles (UFBA) - Presidente da ANPOF
Prof. Ms. Caroline Vasconcelos Ribeiro (UESB) - Representante Regional/BA do GT Filosofia e Psicanálise (doutoranda UNICAMP)
____________
Obs. I - As inscrições poderão ser feitas no local do evento (R$25,00 estudante e R$50,00 profissional);
Obs. II - Serão fornecidos certificados para os participantes devidamente inscritos que comparecerem e assinarem a lista de presença em pelo menos 3 (três) turnos;
Obs. III - Serão considerados turnos:
1- a noite de quarta-feira, 07/06;
2- a manhã de quinta-feira, 08/06;
3- a tarde de quinta-feira, 08/06;
4- a manhã de sexta-feira, 09/06.
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 2:07 PM Comments:
Domingo, Junho 04, 2006
SANGUESSUGA
Lamberia seu sangue derramado.
Ah, sim... Lamberia. Vinho inebriante e ópio.
E não apenas o faria, como tambem sua carne branca
devoraria em grandes bocados, para ter seu corpo no meu
fundindo carne e sangue, numa mistura simbiótica.
Te lamberia o sangue e o suor e o sêmen, líquido deslizante
com minha boca pedinte, lábios e língua, íngua, vulva.
Devoraria-o até em seu espírito, em seus sonhos de paz
misturando meu calor em guerra insana de desejo eterno.
Sou assim, meu amor, fogo bélico
estilhaçando muralhas, atravessando o infinito mar-deserto arenoso
atrás das suas formas imperfeitas, de minha sede devaneio
buscando minha imagem sua transmutada e nua.
(L. F. Calaça | 03/06/2006)
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 8:06 PM Comments:
Sábado, Junho 03, 2006
Rosa Meditativa, Salvador Dalí (1958)
POEMA-SILÊNCIO
já não pergunto promessas
meus passos perdidos na cela
cena-intriga de amor flechada
através dos gritos-choros, água
não sei se estou perdido ainda
se quero minha perseguição passiva,
se atado me desencanto nas ondas
rarefeitas de um amor-idéia-vaga.
mas não creio que é vago ou fútil
o que se sente com a ponta dos dedos
que apalpam meus olhos, cabeça dúbia
de ilusões e medos, magoar sem querer.
o amor, meu bem, é ferida exposta-sangue, é o que
posso te oferecer agora de mim, corpo-sacrifício,
depositado em palavras-parafusos, volteando
entre meu desejo e espera, sem saber mais.
sou só e triste com meus duplos vazios
com meus poemas-pecado, trilhando
a convulsão de um enxame de abelhas
- larvas devorando um pé de dálias.
(L. F. Calaça | 03/06/2006)
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 1:30 PM Comments:
Quinta-feira, Junho 01, 2006
L. F. Calaça
postado por: LUIZ FERNANDO CALAÇA DE SA JUNIOR 7:08 PM Comments: